Nestes anos de descoberta do TEA em nosso filho, experimentamos diversas terapias e tratamentos.

Como os primeiros sinais que o Arthur apresentou foram mudanças de comportamento e a perda da fala, começamos com Psicologia e logo em seguida Fonoaudiologia.

As primeiras impressões com o tratamento psicológico foram de não entender o que aquelas sessões trariam de bom pro Arthur ou para nós, os pais. Ele era tão pequeno  e tudo era tão novo… a verdade é que a primeira psicóloga do Arthur ajudou, e muito! Foi através dos encontros com ela que fomos encaminhados a outros profissionais – neurologistas, psiquiatras, fonoaudióloga – para conseguirmos descobrir o que se passava com nosso filho.

Confesso que foi difícil mantermos a continuidade e hoje sei que a dificuldade era porque eu não entendia nada de nada! Hoje sei que um profissional de psicologia ajuda muito!

O Arthur ficou quase dois anos com a primeira psicóloga, depois paramos por um tempo e, após verificarmos a necessidade, voltamos.

Nosso filho foi pela primeira vez a um consultório de psicologia com 3 para 4 anos e vai até hoje que está com 13!

No 5º ano da escola, em 2017, quando o Arthur estava com 12 anos – pré adolescência chegando, ele passou por um momento bem difícil. O trabalho da psicóloga foi tremendamente importante.

Depois de um ano de 2016 muito produtivo, um ano bom mesmo, em 2017 o Arthur voltou a apresentar agressividade. Ele começou a brigar com todos na escola, dizia para mim coisas como: “-Você viu, mãe? Viu o que eu fiz na escola? Vai me levar de novo lá? Se me levar, a sra vai ver o que eu vou fazer! “

Nossa! Que situação difícil. A escola pediu para rever o neurologista, pediu para mudar ou aumentar medicação, cobrou posicionamento da psicóloga, os professores estavam assustados, até com medo, o Arthur chegou a jogar água na professora quem antes ele amava… 

E em meio a esse turbilhão de acontecimentos, sofrimento, preocupação, a psicóloga nos acalmava e dava uma certa estrutura para o Arthur. O neurologista declarou que não mudaria a medicação e disse ter certeza de que alguma coisa tinha acontecido na escola; disse que a escola deveria investigar. Ele foi categórico! E a situação ia se arrastando, já levava meses!

A psicóloga do Arthur concordou com o neurologista e acreditava que algo havia se passado na escola… A escola, por sua vez, dizia que nada tinha acontecido.

Terapêutico – continuação em breve…

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